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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Crítica do Filme Victor Frankenstein

Olá pessoas! Hoje eu trago para vocês um filme bem recente e interessante, que estreou na semana passada.

Trata-se de Victor Frankenstein, filme que tenta abordar não só a história bastante conhecida da criatura “construída” a partir de diversas partes humanas, como também a do criador do monstro. Além disso, o filme acaba trazendo o questionamento do tratamento moral entre a própria criatura e o criador, ou seja, seria o monstro em si realmente o que foi criado, ou quem o criou inicialmente?


Baseado na obra Frankenstein de 1818, da autora Mary Shelley, Victor Frankenstein conta a história já conhecida do doutor que carrega o nome do filme na sua incansável pesquisa que visa a imortalidade dos seres humanos, ao lado do seu assistente Igor. O que muda completamente a história é certamente o modo como ela foi abordada neste filme, com pontos interessantes, mas também negativos.

O filme tenta aproximar-se ao máximo do público atual que vai aos cinemas com uma abordagem diferente do que se esperaria num filme como este, trazendo diversas cenas de ação em que o próprio Dr. Frankenstein, interpretado pelo ator James McAvoy se vê envolvido – inclusive em cenas de luta, pasmem -. 


Mais uma vez utilizado nos filmes do monstro, como nunca foi utilizado na obra original, já que não existe na mesma, o personagem corcunda Igor, desta vez vivido pelo cada vez mais brilhante ator Daniel Radcliffe, definitivamente rouba a cena, atuando visivelmente como o protagonista que McAvoy deveria ser. O que eu quero dizer é que, mesmo com uma ótima atuação, com acessos incríveis de loucura, típicos do personagem que visa somente a conclusão do seu trabalho para que possa provar para si mesmo que a morte pode ser algo tão temporário quanto a vida, McAvoy fica certamente atrás da atuação de Radcliffe, que começa o filme “escrotamente” corcunda.

Subentende-se por este fato que, já que a história do filme é narrada pelo próprio Igor, o Dr. que deveria estar em primeiro plano, permanece em segundo, repleto de mistérios sobre o seu passado que são mal resolvidos, toda a sua criação familiar e a sua completa falta de crença religiosa, o que de forma alguma diminui a interação entre os dois personagens, coisa que os atores conseguem fazer muito bem. Tanto a forma diferente de abordagem, com mais ação e correria quanto pelo cenário de uma Londres mais obscura, gótica me lembraram imediatamente dos últimos dois filmes de Sherlock Holmes, com o ator Robert Downey Jr.


Victor Frankenstein alcançou a marca da pior abertura da história do cinema, alcançando míseros – cof, cof – US$ 2,3 milhões no fim de semana da sua estreia. Fato este que deve-se muito ao crescente descrédito nas produções da 20th Century Fox, que vem errando constantemente em suas produções, como no recente fiasco “Quarteto Fantástico”. Apesar dos pesares, trata-se de um filme bom, interessante, mas nada surpreendente, ou seja, a história criada para o filme, apesar de aproximar-se do público atual, não trás nada de mais novo, decepcionando em alguns pontos, e ganhando em outros.

Victor Frankenstein estreou no dia 26 de novembro, procurem assistir. :)
Trailer:



Um beijo na sua alma e até a próxima.


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2 comentários:

  1. Oi Pedro! Eu estou para postar a crítica no meu blog também, assisti neste domingo e acho que tenho as mesmas opiniões que você (: Eu não acho que a atuação do Dan está cada vez mais brilhante hehe, mas certamente nesse filme ele se destacou e achei mais sensível que o James, que estava muito caricato. Apesar de não constar na história original, achei interessante o personagem Igor e bacana a proposta de contar sobre o Victor Frankenstein...Maaaaaaaaas o filme jogou faltamente o livro no lixo, rasgando-o em pedacinhos, colocando-o num incinerador e como se não bastasse, pisando em cima!!! Isso porque (spoilers pra quem não viu) os dois matando o monstro logo depois de criá-lo, e a verdadeira história no livro COMEÇA depois da criação do monstro, que foge, sofre preconceito, quer uma noiva etc. Até por esse motivo, acho que o filme ficou muito no debate religioso (homem bancando 'Deus'), quando no livro esse é apenas UM dos debates interessantes.

    Agora respondendo à Carla, que bom que gostou das fotos do Sea World ^_^ Mas olha, eu gostei muito de visitar o parque, mas também fico com o pé atrás. A gente ouve tanta coisa, gente falando que eles não só fazem um serviço de informação (ressaltei mais isso no post porque é a única coisa que sei que eles fazem mesmo hehehe) quanto de preservação, gente falando que eles maltratam...O ideal é que as baleias vivessem livres né, mas fica-se sem saber se elas vivem no parque para preservar etc ou só pra ganhar dinheiro. Enfim...

    Beijos, Vickawaii
    http://finding-neverland.zip.net

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    Respostas
    1. É verdade Victória, vai sempre ficar a dúvida se a preservação vem antes do dinheiro... rsrs
      O bom é que você aproveitou sua viagem :)

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